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projeto de acessibilidade

O tema da acessibilidade transcende as barreiras físicas, representando um imperativo ético e legal na concepção de espaços, serviços e produtos. No contexto de projetos arquitetônicos, urbanísticos e até mesmo virtuais, a implementação de um Projeto de Acessibilidade não é apenas desejável, mas essencial. Neste artigo, exploraremos minuciosamente cada tópico relacionado à necessidade e importância desse tipo de projeto, destacando suas implicações legais, impactos sociais e vantagens práticas.

Entendendo o Projeto de Acessibilidade

Antes de adentrarmos nas razões que tornam esse projeto imperativo, é fundamental compreender o que exatamente envolve um Projeto de Acessibilidade. Esse tipo de projeto visa criar ambientes e condições que permitam a inclusão de todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas ou cognitivas. Isso inclui desde a concepção de espaços públicos até a adaptação de produtos e serviços.

Mas o conceito de acessibilidade vai além de adaptar espaços físicos. Ele abrange diferentes dimensões, como:

  • Acessibilidade atitudinal: eliminação de preconceitos e barreiras comportamentais
  • Acessibilidade arquitetônica: adaptação de espaços físicos
  • Acessibilidade comunicacional: disponibilização de recursos como braille, libras e legendas
  • Acessibilidade digital: desenvolvimento de sites e aplicativos compatíveis com leitores de tela
  • Acessibilidade metodológica: adaptação de métodos de ensino para diferentes necessidades
  • Acessibilidade instrumental: criação de equipamentos e produtos acessíveis

Cada uma dessas áreas deve ser levada em consideração no planejamento de qualquer projeto de acessibilidade, garantindo que todas as pessoas possam usufruir de um ambiente de forma equitativa.

Aspectos Arquitetônicos e Urbanísticos

Em projetos arquitetônicos, a acessibilidade refere-se à criação de espaços que possam ser utilizados por todas as pessoas, incluindo aquelas com mobilidade reduzida. Rampas, elevadores, calçadas adaptadas e banheiros acessíveis são algumas das adaptações comuns.

No Brasil, segundo dados do IBGE, cerca de 8,4% da população possui alguma deficiência severa que impacta sua locomoção ou independência. Isso representa milhões de pessoas que necessitam de adaptações para ter acesso a serviços básicos, como transporte público, escolas, hospitais e espaços de lazer.

O que não pode faltar em um projeto de acessibilidade?

O projeto de acessibilidade deve prever, em edifícios residenciais:

  • Áreas de uso comum com fácil acesso, garantindo que moradores e visitantes possam transitar sem barreiras.
  • Paredes estruturais internas que facilitem alterações para futuras adaptações, proporcionando flexibilidade para diferentes necessidades ao longo do tempo.
  • Percurso acessível que una as edificações à via pública, aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios vizinhos, permitindo um deslocamento contínuo e seguro.
  • Rampas ou equipamentos eletromecânicos para vencer os desníveis existentes nas edificações, tornando o ambiente realmente acessível para todos.
  • Circulação nas áreas comuns com largura livre mínima recomendada de 1,50 m e admissível mínima de 1,20 m e inclinação transversal máxima de 2% para pisos internos e máxima de 3% para pisos externos, evitando obstáculos e dificuldades para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
  • Elevadores de passageiros em todas as edificações com mais de cinco andares, com dimensões adequadas para cadeiras de rodas e carrinhos de bebê.
  • Cabine do elevador e respectiva porta de entrada acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, seguindo as diretrizes da ABNT.
  • Vaga reservada para veículos conduzindo ou conduzidos por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nos estacionamentos, próximas aos acessos principais.

Já escolas, teatros e auditórios devem possuir:

  • Reserva de pelo menos, 2% da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas em locais diversos, com boa visibilidade, próximos aos corredores e devidamente sinalizados;

 

  • Reserva de 2% dos assentos para acomodação de portadores de deficiência visual e de pessoas com mobilidade reduzida, incluindo obesos, em locais de boa recepção de mensagens sonoras, devendo todos ser devidamente sinalizados e estar de acordo com os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT que dizem.

O projeto de acessibilidade para locais abertos e com vegetação deve conter, entre outras coisas:

  • Lugares de passagem completamente livres de interferências como vegetação, postes, armários de equipamentos, orlas de árvores e jardineiras, evitando acidentes e dificuldades de locomoção.
  • Rebaixamentos para acesso de veículos, garantindo acesso facilitado a motoristas e passageiros com deficiência.
  • Faixas de livre circulação sem plantas dotadas de espinhos ou substâncias tóxicas, reduzindo riscos de contato acidental.

Por fim, o projeto de acessibilidade para prédios públicos deve conter:

  • Todas as entradas acessíveis, bem como as rotas de interligação às principais funções do edifício;
  • Ao menos um acesso a cada 50 m, no máximo, conectado à circulação principal e de emergência por meio de rota acessível;
  • Sanitários e vestiários acessíveis às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, possuindo 5% do total de cada peça (quando houver divisão por sexo), obedecendo ao mínimo de uma peça;
  • Vagas reservadas, próximas aos acessos de circulação de pedestres, para veículos que transportem pessoas com deficiência física ou dificuldade de locomoção;
  • Em shopping centers, aeroportos, áreas de grande fluxo de pessoas, ou em função da especificidade/natureza de seu uso, recomenda-se um sanitário acessível que possa ser utilizado por ambos os sexos (sanitário familiar).

Como é feito um projeto de acessibilidade?

Para quem não tem dificuldades motoras tudo é muito fácil e simples, mas se projete numa realidade em que alguém de sua família ou até mesmo você precisa da ajuda de um estranho para entrar em um transporte público que não esteja acessível? 

 

Ou de uma pessoa com deficiência visual que tenha que ser conduzida pelo braço, por estranhos, para caminhar pelas vias públicas ou entrar em repartições públicas, por exemplo, que não possuem acessibilidade?

 

Um projeto de acessibilidade deve conter elementos que facilitem a mobilidade e o conforto daqueles que irão usufruí-lo. Deve ser um projeto de fácil compreensão, que seja realmente eficiente na prática e contemple uma comunicação eficaz, considerando o olfato, a audição e a visão das pessoas.

Um bom projeto de acessibilidade exige uma abordagem interdisciplinar, envolvendo arquitetos, engenheiros, designers e especialistas em inclusão. O planejamento deve contemplar fatores como:

  • Análise do público-alvo: entender quais são as principais dificuldades dos usuários do espaço.
  • Normas técnicas e regulatórias: seguir a ABNT NBR 9050 e outras leis específicas.
  • Uso de tecnologia assistiva: incorporar soluções como piso tátil, elevadores com áudio e aplicativos de navegação.
  • Testes com usuários reais: antes da implementação final, testar os espaços e recursos com pessoas com deficiência.

Implicações Legais e Normativas

A acessibilidade é direito que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social; constituindo um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

 

A atual Constituição Brasileira foi publicada em 1988 e tinha como objetivo garantir os direitos sociais e individuais das pessoas no Brasil. Inclusive os das pessoas com deficiência. Foi a partir dela que surgiram várias leis e normas mais específicas visando garantir acessibilidade e inclusão. 

 

Nos anos 2000, foi lançada a Lei Nº 10.098, a primeira totalmente voltada para a acessibilidade. Essa lei assegurou a quebra de paradigmas cotidianos, fossem eles urbanos, arquitetônicos, na comunicação ou no transporte. A autonomia das pessoas com deficiência e suas respectivas oportunidades começou a ser garantida legalmente.

 

Em 2004, saiu o Decreto nº 5296 reforçando o que lei nº 10.098 já dizia, como atendimento prioritário, projetos arquitetônicos e urbanísticos acessíveis, acesso a comunicação e informação, e trouxe de novo as normas técnicas da ABNT como parâmetros de acessibilidades a serem seguidos.

 

Graças a esse decreto, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) lançou vários padrões de acessibilidade. Todos esses parâmetros estão reunidos no manual da ABNT 9050, e têm como foco a acessibilidade em um projeto, construção, instalação e adaptação de edificações.

 

Por fim, em 2009, o Decreto nº 6.949 incorporou à nossa constituição as normas definidas na Convenção Internacional sobre o Direito das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. Na prática, isso significa que todos os países participantes devem promover o acesso de pessoas com deficiência a novos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, inclusive a internet.

Quem fiscaliza a lei de acessibilidade?

A Lei de Acessibilidade é fiscalizada pelo Ministério Público Federal, em conjunto com as Secretarias da Pessoa com Deficiência que estão espalhadas pelo Brasil. 

E quem não observa as determinações contidas nas leis de acessibilidade está sujeito a pesadas multas. 

Responsabilidade Social e Empresarial:

Além das obrigações legais, a implementação de um Projeto de Acessibilidade demonstra um comprometimento ético e social por parte das organizações. Empresas e instituições que priorizam a acessibilidade estão alinhadas com princípios de responsabilidade social e empresarial, promovendo inclusão e diversidade.

Impactos Sociais e Econômicos

Inclusão Social:

Um Projeto de Acessibilidade promove a inclusão social ao proporcionar condições equitativas de participação na sociedade. A acessibilidade reduz barreiras e possibilita que todas as pessoas desfrutem plenamente de espaços públicos, serviços e oportunidades.

Ampliação do Mercado Consumidor:

Para empresas, a acessibilidade não é apenas uma questão ética, mas também estratégica. Ao tornar produtos e serviços acessíveis, as empresas ampliam seu alcance de mercado, atendendo a uma parcela significativa da população que, de outra forma, poderia ser excluída.

Valorização da Marca:

Empresas e organizações que adotam práticas inclusivas ganham não apenas a lealdade de clientes, mas também valorizam sua marca. A reputação de ser uma empresa socialmente responsável e inclusiva contribui para uma imagem positiva no mercado.

Vantagens Práticas no Cotidiano

Melhoria da Qualidade de Vida:

A acessibilidade melhora diretamente a qualidade de vida das pessoas com deficiência. A possibilidade de transitar livremente por espaços urbanos, utilizar serviços públicos e privados e participar de atividades sociais impacta positivamente o bem-estar dessas pessoas.

Facilidade de Acesso a Informações:

No ambiente digital, a acessibilidade garante que todas as pessoas tenham acesso à informação. Isso não apenas cumpre requisitos legais, mas também amplia a democratização do conhecimento, proporcionando igualdade no acesso à educação, cultura e comunicação.

Ambientes de Trabalho Inclusivos:

A implementação de um Projeto de Acessibilidade em ambientes de trabalho não apenas atende às normativas legais, mas também promove um ambiente mais inclusivo e diversificado, o que pode resultar em colaboradores mais engajados e produtivos.

Conclusão

Diante de todas essas considerações, fica evidente que um Projeto de Acessibilidade é não apenas necessário, mas imperativo em diferentes contextos. Desde a garantia de direitos fundamentais até os benefícios tangíveis para empresas e organizações, a acessibilidade é um investimento no presente e no futuro de uma sociedade mais justa, inclusiva e consciente. A compreensão das implicações legais, impactos sociais e vantagens práticas destaca a importância inquestionável de tornar a acessibilidade uma prioridade em todos os projetos e iniciativas.

 

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